quinta-feira, 3 de abril de 2008

Circuitos integrados flexíveis

Circuitos integrados flexíveis
Cientistas conseguem fabricar circuitos integrados flexíveis, que são colocados, ou melhor dizendo, colados ao redor de estruturas com formatos complexos como esferas e até partes do corpo humano.
A inovação abre caminho para os computadores de vestir e para as roupas inteligentes, mas também para a incorporação de "inteligência" em virtualmente qualquer produto ou superfície, como asas de aviões e peças de automóveis.
Os circuitos integrados flexíveis podem operar sob condições de extrema tensão mecânica, como quando são deformados, comprimidos ou mesmo dobrados, sem qualquer perda de sua eficiência elétrica e eletrônica.
O trabalho é um aprimoramento de pesquisas anteriores da equipe do Dr. John Rogers, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Em 2004, eles conseguiram fabricar os primeiros componentes flexíveis por meio de uma técnica de impressão (veja Circuitos eletrônicos impressos permitirão equipamentos eletrônicos flexíveis).
Eletrônica "elástica"
Em 2005 veio o passo seguinte da pesquisa, quando os pesquisadores conseguiram fabricar os primeiros componentes eletrônicos totalmente elásticos (veja Circuitos elásticos poderão ser a nova onda na eletrônica).
Agora a técnica foi ampliada para circuitos integrados completos, capazes de executar virtualmente qualquer computação. "Nós fomos além dos simples elementos isolados e componentes individuais para circuitos integrados completos, de forma a torná-los aplicáveis a sistemas com quaisquer níveis de complexidade," diz o Dr. Rogers.
O conceito de ondulação incorporado aos componentes eletrônicos básicos agora foi estendido a vários tipos de material, permitindo construir os circuitos integrados completos.
Os chips flexíveis incorporam transistores, osciladores, portas lógicas e amplificadores, todos com propriedades eletrônicas similares aos componentes rígidos tradicionais.
Fonte
Site Inovação Tecnológica

Cheios de Energia

Já falei da sincronicidade em outras ocasiões e não quero parecer repetitivo. Só observem o que aconteceu nos últimos dias no campo da energia: na semana passada vimos os materiais termoelétricos ganharem um incremento súbito de 40% na eficiência, depois de mais de 50 anos sem progressos significativos.
Agora foram as células solares policristalinas, uma espécie de primas-pobres das células fotovoltaicas. Também feitas de silício, elas conseguiram empatar com o rendimento de suas irmãs mais nobres, as células solares monocristalinas, que já estão no mercado há vários anos, mas custam muito caro.
E estamos vendo também o renascimento de um outro tipo de material termoelétrico, só que capaz de transformar a radiação nuclear diretamente em eletricidade. A descoberta deverá reforçar ainda mais a posição das centrais nucleares como uma opção mais limpa para a geração de eletricidade nas próximas décadas.
Na semana passada também falamos de roupas inteligentes e computadores de vestir. Agora vemos novidades de um grupo de pesquisas que acompanhamos há anos e que conseguiram construir circuitos integrados - os chips - de um material elástico e perfeitamente adequado a estas aplicações. Dá prá dobrar e esticar o chip e ele ainda continua funcionando.
Sem mais coincidências, quando o assunto é nanotecnologia, falamos muito sobre automontagem - técnicas para construir coisas de forma autônoma, simplesmente juntando as moléculas corretas e deixando-as agir sozinhas. O mini-laboratório em forma de bolsa é um resultado dessa técnica com uma importância difícil de exagerar. Os cientistas utilizaram apenas dois tipos de moléculas e conseguiram um resultado verdadeiramente impressionante e com múltiplas aplicações.
Para relaxar, deixe que os robôs subam pelas paredes, enquanto você pensa um pouco sobre a comunicação espacial quântica. E, ao visitar o site, não deixe de dar uma olhada na nossa imagem da semana. Estamos trabalhando para que ela apareça aqui no boletim também.



Editor



Agostinho Rosa